#Storytime 0.2 + Giveaway

Fui criada pela minha bisavó. Poucos terão tido a sorte de conhecer as suas bisavós; ainda menos, a sorte de ser criados por elas. Apesar de ser uma pessoa já nos seus setentas e ter sido nascida e criada no Alentejo (pouco profundo, é certo), a minha bisavó não era uma pessoa com uma mentalidade assim tão retrógrada e fechada como se poderá pensar. A minha bisavó não era o reflexo da Avó da Elsa do livro de Fredrik Backman, A Minha Avó Pede Desculpa. Não. Infelizmente a mobilidade e a agilidade dela não eram comparáveis à dessa personagem. Também não tinha um carro, nem fumava. Era uma bisavó ternurenta, que dava tudo o que podia e estava sempre pronta para nos proteger e defender de tudo e todos, com unhas e dentes. A minha bisavó era uma mãe por natureza. Não foi só mãe das filhas dela, foi também dos irmãos, das netas, das bisnetas e dos sobrinhos. A vida toda. Eu amava a minha bisavó e nunca tive a oportunidade ou a coragem de lho dizer antes dela partir. Mas eu sei que ela estava consciente disso. Perdê-la foi a pior coisa de todas as «piores coisas» que já me aconteceram. É uma dor que fica mais pequenina, mas não tem cura. São tão grandes as saudades e tão fortes as recordações... Passaram quase 10 anos e acho que podem passar mais 10, e mais 10 e nunca me irei conformar, nem ultrapassar esta perda. Nada tem sido fácil desde aí. Sei que ela me iria motivar para me superar e me iria dizer que sou capaz de mais e melhor. Mas também sei que ficaria orgulhosa pelos meus esforços e me faria ver que a minha sorte um dia poderá mudar.
A minha bisavó foi a minha maior professora. Ensinou-me a ler, a escrever, a fazer contas... Ensinou-me até coisas que não sabia estar a ensinar-me: a ser «dona de casa». Reconheço que sou capaz de ter uma pontinha de OCD... Normalmente tudo tem que estar arrumado e limpo, colocado nos devidos sítios. Mas, tal como ela, adoro cozinhar. Adoro que os outros se sintam felizes e satisfeitos com aquilo que preparo com eles com tanto amor. Deve ser por isso que gosto tanto dos livros de Sarah Addison Allen, onde a comida é uma parte mágica da história e interfere positivamente com os sentimentos dos personagens.Gosto de fazer tudo, não tenho preferência por doces ou salgados. A minha maior dor de cabeça é a cozinha suja e desarrumada mas, com o tempo, aprendi a organizar-me e a minimizar os «danos». O meu calcanhar de Aquiles culinário são os bolos. Admito com alguma tristeza que os meus bolos são a coisa mais intragável que faço e é mesmo difícil alguém os usar para outro fim que não seja arma de arremesso. Mas parece-me que esse malfadado destino está a mudar! Este fim de semana recebemos lá em casa uma visita para jantar e eu, do alto da minha coragem, decidi fazer brownies de manteiga de amendoim para a sobremesa. Drama de mais de 1h para os preparar aparte, correu muito bem! Ficaram cozinhados no ponto, não sabiam a farinha e estavam com a consistência que um brownie deve ter. Sucesso :) Fiquei extremamente orgulhosa de mais uma vitória mas acho que ainda vou treinar mais uns quantos brownies até fazer um bolo à séria. Lá em casa, agradecem!
Para celebrar com todos este sucesso, decidi fazer um giveaway! O livro que vou oferecer é, claro está, um livro de culinária.


Para se habilitarem a ganhar, basta completar os passos que se seguem. O giveaway estará a decorrer até ao dia 27 de Agosto. As participações só estão abertas aos residentes de Portugal.

Boa sorte a todos e boas leituras!


Giveaway Panemic Books

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