Traduções em Portugal

Já todos sabemos como funcionam as traduções de sagas em Portugal. Ora se traduz um livro, ora se traduzem dois... Mas muitas vezes as sagas ficam incompletas e temos que comprar os livros em inglês. Eu tenho inúmeras sagas em stand-by, a aguardar a tradução completa em português para lhes dar início. Muitas delas, como já devem ter visto pela última review, têm imensos anos e, como tal, sei que não vale a pena esperar mais para que saia na língua de Camões.
No entanto, ultimamente vê-se que as traduções são feitas com maior proximidade à data da edição original, isto é, já não temos que esperar 1 ou 2 anos para ver aquele livro que tanto queremos e que tem um hype tão grande editado em Portugal - temos o caso muito recente do Turtles All The Way Down de John Green, por exemplo. Claro que autores como este irão sempre ser traduzidos mais cedo que outros... Mas temos também o óptimo exemplo de The Hate You Give, de Angie Thomas - um livro que está a ter muita divulgação e a ser um verdadeiro fenómeno nos EUA devido aos temas polémicos que aborda e que foi trazido para Portugal muito próximo da data de edição original.
Ainda assim, há muitos livros - sejam eles stand-alones ou sagas - que demoram a vida toda até chegar a este cantinho à beira mar plantado. E estamos a falar de livros tão badalados como The Sun Is Also a Star, de Nicola Yoon, por exemplo.
Outra questão que me dá imenso que pensar é o porquê de se pegar em livros que claramente não têm público em Portugal, que já saíram há imenso tempo nos EUA e que não são minimamente populares quando há tantos - mas tantos! - livros recentes, com histórias que se vendem sozinhas e extremamente populares a sair todos os meses.
Já alguém dizia na Conferência que teve lugar no Museu da Farmácia que muitas vezes os livreiros sabem melhor que os editores aquilo que vende e o que não vende. Parece-me que às vezes seria importante para as próprias editoras fazerem esse tipo de investigação de campo. 
Também me debato muitas vezes com o problema das capas. Têm sido feitos trabalhos muito bons por parte de algumas editoras, ao passo que outras... enfim.
Uma editora cujo trabalho gráfico é de louvar é a Saída de Emergência. Para mim não há nada como manter a capa original do livro. Mas convenhamos que há capas muito feiinhas. A SdE faz-nos o favor de manter as capas originais quando estas são bonitas e de fazer melhor do que as originais, quando estas são miseráveis. Lembro-me de dois casos em particular: A saga Malazan, de Steven Erikson e a saga Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley - as capas são absolutamente lindas, dão vontade de comprar o livro mesmo sem se saber de que se trata a história. Acho que é muito importante manter o produto apelativo e eles têm esse grande cuidado, que todos nós agradecemos!
Por outro lado, há casos em que as editoras ponderam mudar a capa (muitas vezes para pior e para algo que ninguém associa ao livro ou que pode trazer opiniões dúbias acerca do mesmo, a meu ver), quando a capa original descreve a sinopse do livro sem termos que a ler e é bonita só por si.

Façam-nos saber a vossa opinião sobre este assunto nos comentários ou no Facebook, poderia dar um debate interessante ;)

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